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A cidade de Mendoza

Mendoza é a capital e a maior cidade da província de Mendoza, na Argentina e fica bem próxima à Cordilheira dos Andes, o que ajuda a criar paisagens incríveis. Em alguns pontos da cidade ou do alto dos prédios, é possível ver as montanhas andinas, sempre com alguma neve no topo.

Por lá o verão é quente e úmido, com muitas chuvas e temperatura média em torno de 25°C. O inverno é frio e seco, com temperatura média abaixo dos 10°C. A neve aparece uma ou duas vezes por ano, com um pouco menos de intensidade nas áreas mais baixas da cidade. Quando estivemos lá, no final de fevereiro, o clima estava bem quente e seco, mas ainda dava pra ver a neve lá no topo das montanhas.

Mendoza é uma cidade grande com cara de cidade pequena. As árvores pelas calçadas e as incontáveis praças, muito bem cuidadas, são um convite pra sentar e simplesmente aproveitar a paisagem. A hora da siesta ainda é sagrada por lá e a maior parte do comércio fecha de 13h30 às 17h. Aos domingos, a cidade fica bem deserta e com quase tudo fechado.

- Parque General San Martin -

– Parque General San Martin –

Como chegar

Há diversas formas de chegar em Mendoza, considerando se você prefere ir de carro partindo de outra cidade ou de avião. Algumas informações são importantes:

De avião

Há vôos partindo das principais cidades do mundo até Mendoza, que possui um aeroporto internacional de pequeno porte. Pesquisando para montar o post vi que ele ficará fechado no período de 07 de setembro a 07 de dezembro de 2016 para reformas. A solução é pegar um avião até alguma cidade próxima (San Juan, San Luis ou San Rafael) e seguir de ônibus ou de carro até lá.

De busão

Nós do Mochila não medimos esforços quando o assunto é economizar grana. (sim, somos mãos de vaca) Então, nós chegamos em Mendoza fazendo um combo avião com passagem por pontos até Santiago + ônibus. Como encontramos passagens bem mais baratas para Santiago, no fim das contas valia a pena ir dessa forma. Essa pode ser também uma opção para burlar o fechamento temporário do aeroporto.

Escolher chegar lá de ônibus tem um ponto positivo, que é o incrível trajeto pela estrada no meio da Cordilheira dos Andes.

– Mesmo sem neve é bonito! 🙂 –

Nós compramos a passagem de ônibus antecipadamente, pelo site Plataforma 10  e escolhemos a empresa Cata Internacional. pagamos no cartão e deu tudo certo! A dica pra aproveitar essa paisagem durante a viagem é escolher os lugares 1, 2, 3 ou 4, na parte de cima do ônibus.

- Pézinhos na janela -

– Pézinhos na janela –

Importante: antes de ir, pesquisamos e vimos que a rodoviária de Santiago não é das mais seguras. Não é nada absurdo, mas ela fica numa região um pouco estranha e tem muita gente pra lá e pra cá o tempo todo. A dica é chegar lá um pouco antes da partida do ônibus pra trocar as passagens e já embarcar.

De carro

Chegar de carro em Mendoza pode ser uma ótima experiência, considerando a beleza do caminho e a possibilidade de parar em pontos estratégicos para tirar algumas fotos. Se o trajeto for de Santiago até lá o único problema é a burocracia, considerando que há um trâmite de fronteira no meio do caminho.

Quando passamos pela estrada, incluindo a Ruta 7, ficamos realmente maravilhados e resolvemos alugar um carro para fazer um passeio até o Cerro Aconcagua. Essa história nós contamos aqui.

Vinícolas de bike

Passar por Mendoza sem experimentar um bom vinho é deixar de conhecer o principal atrativo da cidade. Como não conhecemos nada muito sobre vinhos, decidimos fazer um passeio pra mergulhar de vez nessa história de uvas e vinhedos. As vinícolas não ficam na cidade, mas na província de Mendoza, em três distritos próximos: Luján de Cuyio, Valle de Uco e Maipú. Escolhemos este último, já que abrigava as únicas vinícolas das quais já havíamos ouvido falar e tínhamos vontade de conhecer.

O primeiro passo foi escolher quais vinícolas iríamos visitar e entrar no site de cada uma delas para ver se era necessário fazer reserva e verificar se estariam abertas na data que planejávamos ir. Algumas delas só abrem aos finais de semana durante a baixa temporada, que é no verão. É legal pesquisar e fechar esses detalhes com antecedência, assim não há o risco de perder um dia que estejam abertas.

Para chegar até Maipú pegamos um ônibus bem próximo à avenida San Juan, uma das principais da cidade. Para saber o ponto exato, jogamos o endereço no Google Maps, que nos deu o local e as opções de ônibus disponíveis. Importante: para pagar o ônibus é preciso ter o cartão Red Bus, que pode ser comprado e carregado em qualquer lojinha pelo centro e nas principais avenidas. Ao chegar em Maipú logo vimos o centro de informações, e decidimos descer ali mesmo. Parar ali foi ótimo, pois a atendente nos explicou todos os detalhes sobre as vinícolas, preços e nos deu alguns mapas. Vale a parada para pegar algumas informações antes de seguir em frente.

- Centro de informações -

– Centro de informações –

Partimos dali, andamos um pouco mais na mesma rua e alugamos duas bicicletas na Coco Bikes. As bikes tinham uma cestinha onde dava pra guardar as mochilas e outras coisas, deixando o passeio mais confortável. Importante: antes de sairmos um cara gente boa alertou pra que não andássemos com a câmera na mão ou pendurada no pescoço. O lugar não pareceu nem um pouco violento ou perigoso pra gente, mas é melhor nunca arriscar, né?

A primeira bodega onde paramos foi a Domiciano de Barrancas. É uma vinícola pequena, familiar, e quem nos recebeu foi o próprio dono. Muito simpático, ele explicou tudo sobre o processo de produção artesanal de um vinho, desde a colheita das uvas até o processo de envelhecimento.

- A entrada -

– A entrada –

 

- Conhecendo as vinícolas -

– Conhecendo as vinícolas –

Depois de conhecer como são produzidos os vinhos, partimos para a degustação. Só havia nós dois naquele dia, então foi uma experiência bem legal. Pudemos fazer tudo com calma e aproveitar bastante o momento.

Saindo de lá fomos até a famosa Trapiche. Dessa vez estávamos com um grupo grande, e a visitação foi mais impessoal e corrida. Vale a pena conhecer o espaço, uma fábrica antiga que mesmo após a reforma manteve a beleza e seus elementos históricos.

- Imponente -

– Imponente –

A degustação foi bem rápida, e parecia que ninguém estava se importando muito com a história de cada vinho, mas apenas em beber mesmo.

- Museu -

– Museu –

Depois de tomar umas seis taças de vinho, contando as duas degustações, o caminho de volta no sol foi até divertido. Devolvemos as bicicletas e paramos no restaurante Casa de Campo, bem perto dali, para almoçar. A comida era incrível, e os preços um pouco salgados para os padrões do Mochila. Só aceitava dinheiro, então contamos moeda e além da comida só pudemos pedir um refri pra dividir por dois. Na volta, pegamos um ônibus que indicava destino Mendoza, em um ponto quase em frente ao restaurante.

Mendoza Vinícolas de Bike Mochila e Etc

– Comida SENSACIONAL –

Sem dúvidas vale a pena apertar um pouco o orçamento e pagar a entrada nas vinícolas para conhecer e experimentar os melhores vinhos argentinos. Recomendamos! 🙂

Quer saber mais sobre o passeio ou sobre a cidade? Fala com a gente nos comentários!

Resumo de gastos (para dois!)

  • Passagens de ônibus + cartão Red Bus – P$50,00
  • Aluguel de bicicletas – P$140,00
  • Entrada Domiciano de Barrancas – P$180,00
  • Entrada Trapiche – P$200,00
  • Almoço Casa de Campo – P$430,00

Mapa