Meu tio Antônio e eu decidimos percorrer (e fotografar) mais de cinco mil quilômetros a bordo de um Fusca modelo 1973. Viajamos desde Foz do Iguaçú, até a cidade argentina mais austral do mundo: Ushuaia. Foram seis dias de estradas quase seguidas, de horas exaustivas mas renovadoras, que deixaram em nossa mente cartões postais imunes a qualquer amnésia.

Por Raphael Czamanski Pizzino (@rcpizzino)

Edição: Jorge Esteban Benavides Noguera

Relato Fotográfico Patagônia

Não queríamos parar em cidades muito grandes por uma questão de segurança. O carro é guerreiro, mas possui vulnerabilidades: não é necessário ser nenhum mestre do crime para arrombá-lo. Paramos para dormir apenas em pequenas localidades argentinas como San Ignacio Miní, Cañuelas e Bahía Blanca.

 

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Muito frio, muito vento, mas valeu a pena capturar o céu estrelado da Península Valdés.

 

Relato Fotográfico Patagônia

Era como se abrisse uma janela para o Universo.

 

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Península Valdés é um lugar lindíssimo em que se pode avistar lobos, leões marinhos, pinguins e até baleias dependendo da época do ano.

 

Relato Fotográfico Patagônia

Em sua maior parte, a Patagônia é um enorme e árido deserto. Os dias de verão são bem quentes e quase eternos: o entardecer ocorre lá pelas 10 da noite e a a luz solar perdura até meia noite.

 

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Os pontos ocupados pela Cordilheira dos Andes é 0 grande atrativo da região. Não é difícil dar de cara com um pico nevado no meio do nada.

 

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Um guanaco entocado entre as ramas. Estes simpáticos animais foram a única companhia que tivemos durante toda a travessia da Patagônia.

 

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Meu tio já havia percorrido grandes caminhos ao volante do fusca. Em seus mais de 500 mil quilômetros percorridos, o carro já marcou presença no Atacama (Chile) e Machu Picchu (Perú). Nosso próximo desafio é o Alasca.

 

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Parque Nacional Tierra del Fuego e o Canal do Beagle em Ushuaia são de uma beleza imponente.

 

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Nestes lugares vale a pena ficar por pelo menos uma semana. Há muito o que fazer e conhecer.

 

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Mesmo sendo verão em Janeiro, para nossa sorte houve uma tempestade de neve. Foi a primeira vez que meu tio Antônio, de 60 anos, viu a neve de perto.

 

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Sem mencionar o incrível parque de Torres del Paine.

 

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Depois de um caminho rochoso e difícil, a recompensa.

 

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Aqui um pouco da exuberância do Glaciar Perito Moreno, a terceira maior concentração de gelo do mundo.

 

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Na viagem gastamos, mais ou menos, 6 mil reais. A Argentina está caríssima por culpa da inflação desenfreada.

 

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Meu tio Antonio sempre foi um grande aventureiro. É Engenheiro Agrônomo de profissão, mas em um momento decidiu renunciar à profissão e se tornar piloto de avião. Agora já está aposentado e, quando pode, faz suas loucas viagens. Sempre com o seu destemido fusca.

 

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Mesmo sempre testemunhando lugares maravilhosos, o tempo na estrada dentro do velho fusquinha, também foi uma experiência sensacional. Refletir sobre o estilo de vida que levamos nas grandes cidades, onde muitas pessoas passam toda sua vida sem notar que estão presas a um sistema, ajuda a lavar a alma.

 

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Até no fim do mundo, há cachorros abandonados.

 

Relato Fotográfico Patagônia

Ao voltar, optamos em ir devagar e experimentar mais plenamente a magia da Patagônia. O total da viagem durou um mês e, no final, nós visitamos Cabo Polônio, no Uruguai.

* Este texto foi primeiramente postado em Cartel Urbano